
Realizar o transporte de alimentos envolve uma série de planejamentos e cuidados, principalmente em relação à conservação da carga. Essa atividade é regulamentada e fiscalizada por vários órgãos, como a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Se você deseja transportar cargas de alimentos de forma segura e regulamentada, continue neste post para aprender sobre esse assunto.
O transporte de alimentos deve ser feito com condições apropriadas para evitar qualquer tipo de contaminação ou até mesmo perda da mercadoria. Portanto, é imprescindível manter um controle de qualidade de higiene, temperatura e tempo de deslocamento.
A Portaria CVS-15 (Centro de Vigilância Sanitária) traz as seguintes recomendações:
Como falamos anteriormente, o transporte de alimentos deve ser feito de forma apropriada para evitar contaminações e perda da mercadoria.
Dessa forma, estes alimentos são divididos em 3 categorias: perecíveis, não perecíveis e cargas refrigeradas. Confira quais são as regras gerais de transporte de alimentos para cada categoria.
Segundo o que é definido pela ANVISA, a categoria de perecíveis são “produtos alimentícios, alimentos in natura, produtos semi preparados ou produtos preparados para o consumo que, pela sua natureza ou composição, necessitam de condições especiais de temperatura para a sua conservação”.
Assim, uma das principais regras é o controle de temperatura, higiene e tempo da viagem, para que seja evitada ao máximo a proliferação de microrganismos nos alimentos transportados.
Além disso, deve-se evitar o contato dos alimentos com substâncias que possam contaminá-los de alguma forma, como produtos de limpeza e outros químicos.
Também é indicado desinfetar todos os materiais usados na carga, como plásticos e cordas, a fim de evitar contaminações. Além de fazer testes para checar se a embalagem aguenta o transporte e empilhar as caixas adequadamente.
Os caminhões responsáveis pelo transporte dos alimentos precisam passar por uma inspeção sanitária para obter um certificado de vistoria. Outra exigência feita é que todo veículo que transporta alimentos deve ter em suas laterais, um aviso de que carrega esse tipo de carga, especificando nome, endereço e telefone da empresa.
As cargas não perecíveis são as mais simples de serem transportadas. O principal fator é que os produtos têm pouquíssimo risco de estragar, além de serem transportados em caixas, fazendo com que sejam melhor acomodados no veículo.
É importante prestar atenção nas regras de peso máximo e quantidade de volumes que podem ser empilhados, mesmo em caixas, é necessário atender às normas, para evitar acidentes e danos à carga.
Tenha os documentos sempre em dia e em mãos. Confira sempre a data de validade antes de trafegar com os produtos, uma vez que é proibido transitar com produtos que tenham data de validade vencida.
Para transportar cargas refrigeradas é importante estar atento às diversas regras que essa carga exige. O caminhão precisa ser adaptado para fazer esse transporte e ter uma câmara refrigerada para levar os alimentos na temperatura adequada.
Existe uma determinação da ANVISA em relação a temperatura para cada tipo de alimento:
O espaço de armazenamento deve ser feito com materiais lisos, impermeáveis e laváveis, por questões de higiene. Assim como, também, o veículo deve sempre ter um termômetro disponível para verificar a temperatura a qualquer momento.
É de suma importância fazer revisão da câmara refrigerada para saber se os equipamentos estão funcionando perfeitamente, sem oferecer nenhum risco de contaminação.
Não existe um CNAE específico para transporte de alimentos, sendo assim, o CNAE indicado é o 4930-2/02 – Transporte Rodoviário de Carga, Exceto Produtos Perigosos e Mudanças, Intermunicipal, Interestadual e Internacional.
Sim! E a principal responsável pela fiscalização/regulamentação do transporte de alimentos no Brasil é a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cada estado e município também pode apresentar órgãos e normas complementares, mas nunca substituir a autarquia.
O objetivo da ANVISA é criar regulamentos para padronizar com segurança e eficiência as operações sanitárias no Brasil. Dessa forma, a Agência acaba por ter um campo de atuação bem amplo, contemplando também, fronteiras, aeroportos e portos.
Podemos destacar também alguns órgãos fiscalizadores complementares como:
Aplicar boas práticas no dia a dia de uma transportadora garante mais qualidade e segurança aos produtos durante o seu tráfego. Separamos abaixo, os principais cuidados com o transporte de alimentos, confira.
É de suma importância conferir a validade dos produtos, uma vez que alimentos próximos à data de validade podem representar um problema para a transportadora.
Dessa forma, é indicado realizar o transporte apenas quando há uma boa margem de segurança. Quando não houver outra forma e o transporte necessitar ser feito mesmo com a data de validade próxima, o mais conveniente é optar pelo modal aéreo.
Vale ressaltar que transportar produtos vencidos é ilegal e pode ocasionar grandes problemas tanto para o transportador, quanto para a empresa.
Alguns cuidados extras com a temperatura durante o tráfego devem ser adotados para realizar o transporte de alguns alimentos. Para isso, é necessário contar com veículos adaptados e que tenham um rígido controle da estabilidade climática durante todo o trajeto.
Manter a temperatura estável faz com que o produto continue consumível, mesmo após longas horas de viagem.
Sempre confira se toda a documentação da carga está em dia. O Estado exige autorização específica para o transporte de alimentos e esses documentos devem estar sempre em mãos com o transportador.
Para evitar possíveis problemas ou até mesmo ter a carga retida em postos de fiscalização, é indicado contratar transportadoras que tenham experiência e autorização legal para executar esse tipo de serviço.
O transportador deve sempre conferir se os produtos estão com as etiquetas, e se as informações contidas estão legíveis e sem manchas, somente após essa conferência, o transporte deve ser feito.
Estas etiquetas contém informações importantes para garantir que o alimento chegue ao consumidor em perfeitas condições, além de estar dentro das regras da ANVISA.
Confira abaixo o tipo de veículo mais indicado para cada alimento:
Grãos, alimentos embalados, e a maioria das frutas e verduras podem ser transportadas em veículos abertos com proteção de lona ou plástico. Um detalhe que deve ser observado nesse caso é a amarração de cargas (como para o caso de produtos embalados e frutos).
Produtos de confeitaria e panificadora podem ser transportados em veículos fechados, bem comum em entregas realizadas em grandes centros urbanos.
Esse tipo de veículo é utilizado no transporte de alimentos perecíveis, e sua temperatura pode variar de acordo com o tipo de comida transportada. Por exemplo, pode ser isotérmico (que preserva a mercadoria em temperatura ambiente), refrigerado ou congelado.
Use a tecnologia a favor da sua transportadora! Através dos diversos benefícios obtidos pela tecnologia, como ter uma gestão integrada para controlar suas operações, redução de custos das operações e retenção de clientes, você poderá ter também um transporte de alimentos otimizado.
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