
O uso da carreta 4 eixos sempre gera polêmicas. Afinal, ainda restam muitas dúvidas sobre a liberação desse tipo de veículo, mesmo que eles circulem pelas rodovias no país.
Se você, seja caminhoneiro autônomo ou dono de transportadora, possui essa dúvida, continue a leitura do post para entender melhor sobre o que é o quarto eixo, se é permitido, quais vantagens, entre outros.
Boa leitura!
Basicamente, nesse tipo de carreta, o eixo conecta os pneus da carreta de uma lateral a outra para inserir mais um eixo. Isso torna possível transportar mais peso, até 10 quilos a mais por viagem.
Dessa forma, esse quarto eixo funciona como um sistema de suspensor de eixo que assegura uma grande distância do pneu em relação ao solo. O propósito é que isso permita que o caminhão passe pelas lombadas sem causar desgaste nos pneus.
Com isso, este 4º eixo autodirecional pode ser instalado em veículos 4×2, 6×2 ou 6×4, seja veículo rígido ou cavalo-mecânico.
Na prática, as carretas quarto eixos são indicadas para transportar os mais variados tipos de cargas, especialmente as mais pesadas, como, combustíveis, minérios, carga fracionada, construção civil, madeireira, entre outros.

Os semirreboques que continham o quarto eixo autodirecional conquistaram uma grande posição no transporte rodoviário de cargas no país, principalmente no segmento de grãos, em 2011, quando a Resolução nº 210 do CONTRAN tornou obrigatório o uso de cavalos mecânicos 6×4 em bitrens.
Em 2014, o Denatran definiu como ilegal a inclusão do quarto eixo em semirreboques do tipo LS. De acordo com esse órgão federal, a modificação não possui respaldo na portaria 63 de 2009, que estabelece as configurações possíveis de veículos de carga.
Dessa forma, 4 anos depois, em 2018, o Denatran reforçou a proibição e a ilegalidade dos semirreboques com 4º eixo ao fazer a publicação da portaria nº 38/2018. O documento estabelecia quais veículos de carga e passageiros poderiam receber novos eixos ou retirá-los.
Ainda assim, mesmo depois do posicionamento do órgão de trânsito federal, os semirreboques com 4º eixo continuam a trafegar em todo o país, graças a liminares concedidas pela Justiça à grandes transportadoras do país.
Em junho de 2019, o Denatran assinou e publicou Ofício Circular nº 640/2019. O documento suspende temporariamente a aplicação de multas aos semirreboques com 4º eixo direcional que possuírem o Certificado de Segurança Viária (CSV) e Certificado de Registro e Licenciamento Veicular (CRLV) válidos, até que o Contran conclua os estudos técnicos sobre a alteração.
Em 2020 a circulação de semirreboques dotados de 4º eixo volta a ser alvo de uma grande polêmica e até mesmo de investigações policiais. Dessa forma, a repercussão do caso se tornou um dos principais assuntos discutidos no transporte rodoviário de cargas e até o momento segue sem uma decisão definitiva.
Já no final de 2021, através da Resolução 882/2021 essa carreta volta a ser liberada, uma vez que ficaram estabelecidas alterações nos limites de peso e dimensões para veículos.
Em meio a isso, o Contran – Conselho Nacional de Trânsito e o Denatran – Departamento Nacional aprovam leis e regras baseados em testes de comprovação de segurança, onde é verificado também a distribuição do peso entre os eixos e a estabilidade lateral do veículo.
Ou seja, para circular com o 4º eixo é indispensável cumprir as regulamentações e limites definidos em legislação para evitar acidentes e irregularidades.
A carreta 4 eixos pode ter vários tipos diferentes de carroceria, confira abaixo algumas das principais:
Esta polêmica acontece desde 2010, quando a carreta 4 eixos foi considerada ilegal, uma vez que foi considerado que o equipamento não traz segurança para os condutores dos veículos e as outras pessoas que transitam pelas rodovias. Podendo causar acidentes por falta de estabilidade no veículo, fazendo com que o motorista não consiga frear a tempo em alguma situação de risco.
Além desse fator, o excesso de peso do veículo pode contribuir para a redução de vida útil das rodovias, pontes e viadutos.
Porém, mesmo com tantas discordâncias em relação a segurança deste equipamento, é possível vê-los trafegando pelas rodovias no país inteiro. E é justamente por esse motivo que ainda restam dúvidas e opiniões opostas quanto a sua legalidade e circulação.
Atualmente com a Resolução 882, publicada em 13 de dezembro de 2021 no Diário Oficial da União (DOU), de 24 de dezembro, reconheceu a legalidade de semirreboques de 4 eixos no Brasil. Essa medida altera os limites de pesos e dimensões para veículos e autoriza a circulação dos implementos desse tipo.
Ainda de acordo com o artigo 6º da resolução o PBTC – Peso Bruto Total Combinado, para combinações de veículos articulados com duas unidades, do tipo caminhão-trator e semirreboque com quatro eixos, sendo um conjunto de eixos traseiros em tandem triplo e um eixo dele distanciado, com comprimento total igual ou superior a 17,5m e 58,5 toneladas de PBTC.
Além disso, outro fator que mudou e que altera uma regra definida desde 2011, está no artigo 19 “§ 2º: Nas CVC com PBTC até 58,5 toneladas, o caminhão-trator poderá ser de tração simples (4×2 ou 6×2).
Importante: até o momento apenas os cavalos mecânicos 6×4 podiam tracionar bitrem de 57 toneladas de PBTC.
Além disso, o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) havia considerado a inclusão do 4º eixo ilegal em 2014, mas a Resolução 882/2021 reverteu essa proibição.
Ainda segundo a Resolução 882, para combinações de veículos articulados com duas unidades, do tipo caminhão-trator e semirreboque com quatro eixos, sendo um conjunto de eixos traseiros em tandem triplo e um eixo dele distanciado, com comprimento total igual ou superior a 17,5 m: 58,5 toneladas.
Prós e contras da carreta 4 eixos
Confira as vantagens da carreta 4 eixos;
Confira as desvantagens da carreta 4 eixos
A resposta é: depende. A Carreta 4 eixo é uma das maiores polêmicas envolvendo o transporte de carga no Brasil, tem gente que ama e tem gente que fala mal. Por isso é importante pesquisar o modelo, o tipo de carga que irá carregar e as rotas que irá fazer.
Também vale a pena comparar com outros veículos parecidos como o Bitrem, em relação ao custo benefício, capacidade de carga e custo para manutenção.
Este conteúdo te ajudou? Compartilhe com os amigos! Até a próxima!