

A ocorrência de sinistros, como roubos, extravios, avarias e até fraudes, está entre os maiores desafios para o crescimento das transportadoras no Brasil.
De acordo com o Report nstech de Roubo de Cargas – 3º trimestre de 2025, o país registrou um aumento significativo de 13,5% nas ocorrências de roubo de cargas.
Diante desse cenário, contar com um programa de Gerenciamento de Risco (GR) deixa de ser um diferencial e torna-se uma condição básica para operar com segurança e evitar prejuízos.
Se você ainda tem dúvidas sobre o que é o Gerenciamento de Risco e como ele pode proteger sua transportadora, continue a leitura para entender mais!
O Gerenciamento de Risco (GR) no transporte de cargas é um conjunto completo de ações, controles, monitoramentos e tecnologias que tem como objetivo identificar, avaliar, mitigar e acompanhar todos os riscos capazes de comprometer a carga, o veículo, o motorista e a operação como um todo.
Ou seja, o GR abrange detalhes além de acompanhar uma viagem “de A para B”. Ele garante que a entrega seja concluída com segurança, pontualidade e sem gerar prejuízos, como perdas, multas, indenizações ou bloqueios com seguradoras.
Na prática, um programa de Gerenciamento de Risco costuma incluir:
Entre outros procedimentos obrigatórios ou recomendados.
Quem trabalha com transporte de cargas sabe que há diversos riscos envolvidos na operação logística. Dentre os principais, estão:
O roubo de carga gera um rombo financeiro grande nas transportadoras do Brasil, o que é um caso preocupante. Afinal, essa prática pode elevar de forma considerável o preço das mercadorias transportadas.
Outro risco é a possível indenização, muitas vezes bem alta, que deve ser paga pela transportadora que entrega as cargas com algum tipo de dano, ou que deixa de entregar o item devido a extravios.
A lei brasileira que versa sobre a regulamentação do transporte de carga é muito complexa. Isso significa que existem grandes chances da aplicação de multas quando o responsável pelo processo não entende sobre o assunto ou se encontra desatualizado.
Além disso, a falta de documentos obrigatórios durante o trajeto, como o CIOT, pode gerar a aplicação de multas, que podem chegar a uma média de R$550,00. Outro fator que incorre em multa é a falta de dados obrigatórios no Conhecimento de Transporte (CT-e) e a falta de cadastro dos veículos no RNTRC, com multas de R$1.500,00.
Diante de todas as obrigações que uma transportadora precisa cumprir, o gerenciamento de risco pode parecer só mais uma exigência a ser cumprida, mas é importante lembrar que com ele é possível tomar decisões mais assertivas e baseadas no reconhecimento de riscos. Além disso, ele permite fazer o reconhecimento das probabilidades, conforme o grau de risco, e mensuração dos impactos.
Ou seja, a decisão de contar com um GR protege sua operação de transportes de vários problemas.
Confira, abaixo, as etapas que configuram a aplicação correta do gerenciamento de risco, segundo a Buonny, especialista no assunto:
O primeiro passo é levantar e entender todos os riscos que podem afetar a operação da transportadora. Isso exige uma análise completa de cada fase do transporte — desde a retirada da carga até a entrega ao destinatário.
Depois de identificar os riscos, é necessário estudar o quanto cada um deles é provável de acontecer e qual seria o impacto sobre a operação e as finanças da empresa. Essa etapa ajuda a organizar os riscos por prioridade e direcionar esforços para os mais urgentes.
Com os riscos avaliados, chega o momento de definir quais medidas serão tomadas para reduzir ou eliminar cada um deles.
Essas ações podem incluir uso de tecnologias de rastreamento, contratação de equipes de segurança, capacitação dos motoristas em direção defensiva e cuidados extras com a forma de embalar as mercadorias.
Após definir as ações preventivas, é essencial colocá-las em prática e acompanhar se realmente estão funcionando.
Isso envolve criar indicadores de desempenho (KPIs) para medir o resultado do plano de gerenciamento de riscos e revisar periodicamente o processo para identificar oportunidades de melhoria.
Além das ações práticas, os colaboradores precisam ser treinados para reconhecer situações de risco e seguir corretamente os procedimentos de segurança.
É fundamental criar uma cultura interna onde todos entendam a importância do gerenciamento de riscos e atuem de forma preventiva no dia a dia.
De acordo com as necessidades das empresas são verificadas as ferramentas necessárias para melhorar o gerenciamento de risco da operação logística. Confira abaixo as principais:
É uma verificação para saber se o motorista tem um bom histórico. São analisados pontos como multas, acidentes, antecedentes criminais e tempo de experiência. O objetivo é escolher motoristas mais confiáveis e cuidadosos.
Consiste em usar tecnologia (como GPS) para acompanhar o caminhão em tempo real. Com isso, é possível saber onde o veículo está, se desviou da rota ou ficou parado por muito tempo, ajudando a prevenir roubos.
É o planejamento do melhor caminho para o caminhão seguir. Isso evita áreas perigosas, reduz tempo de viagem, economiza combustível e diminui os riscos na estrada.
Monitora o tempo de direção e as pausas do motorista, garantindo que ele não dirija por longos períodos sem descanso. Isso ajuda a evitar acidentes causados por cansaço.
São dispositivos escondidos em meio à carga (como GPS ou sensores) usados para rastrear e recuperar a carga em caso de roubo. Funcionam como uma “armadilha” para os ladrões.
É quando um carro com seguranças armados acompanha o caminhão durante o trajeto, especialmente em trechos perigosos ou com cargas de alto valor. Isso inibe assaltos e dá mais segurança ao transporte.
Quando o assunto é Gerenciamento de Risco, trabalhamos ao lado da maior referência nacional em proteção de cargas, motoristas e operações logísticas.
Os Planos de Gerenciamento de Risco (PGR) entregam resultados consistentes para empresas de todos os portes, sempre respeitando as particularidades de cada operação. Isso acontece graças a uma metodologia sólida, que inclui análise completa do perfil dos profissionais envolvidos, configuração correta das tecnologias embarcadas, conhecimento profundo do mercado, além de fluxos operacionais alinhados às exigências das seguradoras.
Essa expertise se traduz em um conjunto de soluções modernas, como:
E para oferecer ainda mais segurança e agilidade às transportadoras, as soluções Buonny também se integram ao Bsoft TMS. Dessa forma, com os sistemas conectados, o processo de averbação, liberação de viagens e controle de riscos se torna automático, reduzindo erros, evitando atrasos e garantindo mais eficiência na gestão logística.
Se você busca mais proteção e previsibilidade para sua operação, entre em contato com os especialistas da Buonny.